sábado, 28 de fevereiro de 2009

SPA cria prémio David Mourão-Ferreira

«A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) anunciou hoje [ontem] a criação do Prémio David Mourão-Ferreira, a atribuir anualmente, a partir de 2010, a uma obra de estreia em poesia de um autor português publicada no ano anterior em Portugal.»

Ler no Público.
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Booktrailer: Video Aprendiz de Assassino (Saída de emergência)

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Troca de livros

Com base no site BookMooch, criado por John Buckman, está online desde Outubro do ano passado o site brasileiro TrocandoLivros.

O objectivo do site, como o próprio nome indica, é propiciar a troca de livros.
O utilizador regista-se, lista um ou mais livros que esteja disposto a trocar, da sua colecção pessoal, recebe um pedido, consulta a lista de livros disponibilizados pela pessoa que faz o pedido e efectuam a troca.

O site é gratuito, sendo que o utilizador só tem que pagar os portes de envio.

Mais informação aqui.

Como estará o sector editorial daqui a 10 anos?

Neste artigo de Mike Shatzkin, é ponderado como as novas tecnologias e tendências de leitura poderão afectar os principais intervenientes no meio da publicação, no futuro.

Ler aqui.

Acordo Ortográfico, por Vasco Graça Moura

«Não estão definidas quaisquer metodologias de aplicação do Acordo Ortográfico nas escolas. Ninguém sabe quais as propostas concretas que terão sido elaboradas para se fazer a transição do actual sistema ortográfico para o próximo. Não há, que se saiba, qualquer estudo realizado por serviços competentes do Ministério da Educação. Não há também qualquer estudo sobre as consequências práticas da aplicação do Acordo no que diz respeito ao ensino de português e das doutras disciplinas. E a ministra da Educação nunca abriu a boca em público sobre estas coisas.»

Ler no Diário de Notícias.

Os títulos dos livros


O JL dedica na edição que foi na passada quarta-feira para as bancas um extenso dossiê dedicado aos títulos dos livros. O dossiê em questão conta com testemunhos de diversos autores.

A Booktailors, através de Paulo Ferreira, também foi ouvida para a construção desta peça.

Acordo Ortográfico: professores de português criticam falta de decisões "claras e definitivas"

«A Associação de Professores de Português (APP) pede decisões "claras e definitivas" sobre a implementação do Acordo Ortográfico no ensino, defendendo a entrada em vigor da nova ortografia em simultâneo com o novo programa de Língua Portuguesa»

Ler no Público.

Caso Courbet, por Francisco José Viegas

«A PSP de Braga apreendeu, mesmo no centro da cidade, exemplares de um livro que reproduz na capa o quadro “A Origem do Mundo”, de Gustave Courbet. Uma patrulha não tem de perceber de arte, e diante daquela exibição das coxas abertas e do sexo de uma mulher, os agentes viram pornografia pura e trataram de defender a moral pública e o pudor dos bracarenses. Parece que isso está nas suas atribuições, se bem que os bracarenses saibam distinguir uma página da ‘Gina’ de uma pintura de Courbet, o amigo de Proudhon e de Baudelaire. A arte tem destas coisas; há tempos, o Metro de Londres retirou um cartaz da Royal Academy, que mostrava o corpo nu de uma mulher, pintado por Lucas Cranach, amigo de Lutero. Há gente que vê sexo em tudo. Em cada moralista há um tarado profissional.»

Ver aqui.

Website da Saída de Emergência consegue 92.000 visitas em Janeiro de 2009

O site da Saída de Emergência conheceu em Janeiro o maior número de visitas de sempre: 90.983 visitas. A editora disponibilizou ainda os números relativos ao download de alguns dos seus ebooks, nomeadamente da revista BANG!

- Revista Bang! nº 3: 26.900 downloads
- Revista Bang! nº 4: 14.200 downloads
- Revista Bang! nº 5: 10.900 downloads
- Daenerys, A Mãe dos Dragões (George R. R. Martin): 56.000 downloads
- Uma Última Noite (Nora Roberts): 15.700 downloads
- Companion de Lisboa Triunfante (David Soares): 5.100 downloads

Eleições no PEN clube

No blogue Da Literatura, estão disponíveis as listas candidatas às eleições para os corpos gerentes do PEN Clube, a realizarem-se no próximo dia 3 de Março.

Ver aqui.

Nomeação para Prémio The Independent, Ficção Estrangeira 2009

O blog Mundo Pessoa avança com a nomeação do escritor angolano José Eduardo Agualusa, pela obra As Mulheres do Meu Pai.

O prémio terá o valor monetário de 10.000 libras (cerca de 11.180 euros), a ser repartido entre o escritor e o tradutor.

Ver aqui.

Regresso a Barcelona de Luis Soares, na net

Luis Soares disponibiliza, em pré-publicação, aqui, o princípio do seu novo romance, «Regresso a Barcelona». Esta obra, que estará em breve nas livrarias é, segundo o autor, «um pouco um guia de uma cidade, mas sobretudo um guia de pessoas e as suas viagens, reais e recordadas.»

Mais informações aqui.

Opinião: A traição das traduções, por Hugo Xavier

A TRAIÇÃO DAS TRADUÇÕES,
por Hugo Xavier (*)

O grande problema que o sector do livro tem de enfrentar todos os dias é a falta de leitores. A leitura continua a ser um prazer de uma minoria e um instrumento de trabalho de uma minoria apenas ligeiramente maior.

Noutro dia um oculista, enquanto fazia um ligeiro acerto nos meus óculos, dizia-me que todos os grandes míopes que lá tinha como clientes gostavam de ler. Isso explica-se por outro episódio engraçado. Quando era miúdo, e ao mudar de oftalmologista, de Espanha para Portugal, numa primeira consulta, ao referir que gostava de desporto, o dito oftalmologista suspirou e interpelou-me: «Até aposto que sei qual é o teu desporto preferido: É o basketball, não é?» Anuí. «Pois é», continuou, «todos os míopes adoram sempre os desafios de jogar com tudo o que envolva a maior dificuldade. Gostam de snooker, de bowling, de brincar com legos em vez de playmobils...» Contudo. aquilo de que queria falar hoje nada tem a ver com a teoria da leitura miópica. Quero falar de um programa grave no sector editorial hoje em dia: as traduções. Quero falar da enorme dificuldade de encontrar bons tradutores e dos motivos que estão por detrás disso.

É, de facto, cada vez mais complicado encontrar bons tradutores, literários e não só. E, curiosamente, o mercado oferece cada vez mais profissionais desta área. São milhares de jovens saídos de Faculdades de Letras, como aquela que frequentei, com cursos de especialização, com conhecimentos dos mecanismos e softwares de tradução. Muitos têm uma formação bem mais completa que alguns dos grandes tradutores da nossa praça, sabem e conhecem as técnicas de tradução dos mais diferentes tipos de texto, estudaram tratados de filosofia e teoria da tradução e tudo isso. Mas falta sempre algo.

Desde há uns anos que faço um teste de tradução com um texto de 5 páginas. É a entrada de um livro inglês. O ano passado, por exemplo, fiz 83 testes de tradução e, contudo, apenas 3 testes foram satisfatórios. Nem sequer bons ou excelentes.

A lista de problemas começa por algo que me preocupa muito nas novas gerações de hoje: uma total falta de empenho e brio. Os testes chegavam nos mais variados formatos informáticos, geralmente com uma péssima apresentação, com espaços entre parágrafos onde eles não tinham espaçamento, com erros de ortografia berrantes que provavam a não existência de um qualquer tipo de revisão ou, ao menos, de segunda leitura. Mas aqueles testes que passavam essa primeira barreira traziam outros problemas. Quase nenhum dos tradutores, apesar do teste incluir a referência ao título da obra e autor, se lembrou de fazer algum tipo de investigação sobre a dita. Se o tivessem feito, provavelmente teriam descoberto na primeira crítica de leitor da Amazon (por exemplo, ou do site da editora ou do do autor), que o livro narra um episódio da vida de um crítico de teatro e da sua gata. E não teriam tido problemas em compreender duas ou três referências do início do livro, em que tentaram incorporar no sentido do texto títulos de peças que apareciam camuflados sem itálicos no texto original. Muito menos teriam mudado o sexo à gata.

Os poucos que sobreviveram a estes problemas tinham o grande problema por resolver: a falta de sensibilidade. Essa falta de sensibilidade é fruto da situação de mercado: estes candidatos a tradutores fazem parte da maioria da população que não lê ou lê pouco. E, no entanto, querem singrar numa área que pressupõe a leitura. Os resultados são terríveis: traduções pejadas de calinadas, mau português, perda de sentido, perda de ambiguidade onde o texto literário a exige. Isto para já não referir que, quando não se é leitor assíduo e competente e se quer traduzir um texto com alguma carga literária, acha-se que se deve manter tão fiel quanto possível ao original e acaba-se por comprometer toda a necessidade de reinterpretação, que é um factor essencial da tradução. Já nem sequer falo aqui do total desconhecimento da língua de partida que resulta na perda ou tradução muitas vezes literal e desprovida de sentido de expressões idiomáticas, da falta de cultura geral que dá origam a erros ridículos de interpretação, ou da falta de informação sobre temas essenciais da obra a traduzir.

Devido à minha profissão e orientação da Cavalo de Ferro, raramente me sobra tempo para ler edições portuguesas (que estão numa pilha ao lado da minha cama, para um futuro mais descansado). Mas, quando o faço, sou constantemente surpreendido pelas traduções assombrosas que por aí pululam. Dou um exemplo: há pouco tempo e por sugestão da Maria Teresa Horta, que há uns anos tinha feito uma crítica ao livro, num intervalo de leituras, resolvi-me a ler uma obra de Fred Vargas, Vai e Não Voltes Tão Depressa, que se anunciava como um thriller literário de qualidade, publicado pela Dom Quixote. Já não vou falar da tradução do título (no original Pars vite et reviens tard), que poderia passar por opção do tradutor. Contudo, quando mergulhei na leitura, mal queria acreditar. Apesar de a minha formação ser em língua inglesa, sentia o francês em toda a tradução, mas o pior nem era isso. Era a quantidade monstruosa de erros de palmatória de português. Acreditem-me que não havia um só pronome reflexo na posição correcta (e mesmo os que não eram reflexos andavam a passear pela estrutura sintática nas posições mais estrombólicas). Não havia página sem erros gravíssimos de português. Pois bem, pouco tempo depois, falei com a Maria Teresa Horta e perguntei-lhe como tinha conseguido ler aquele texto. É que eu não conseguia desligar o meu motor crítico, como consigo em muitos textos, eram erros demais! E na ficha técnica estava o nome de uma revisora! A MTH disse-me que tinha visto os erros, mas que eram algo tão comum à maior parte dos livros que recebia para recensear que já não ligava, sobretudo porque não tinha espaço para passar à parte mais técnica da crítica.

Não quero que entendam esta crónica como uma crítica à classe dos tradutores ou à categoria dos «jovens tradutores», mas que estes defeitos estão presentes na grande maioria deles, estão. Felizmente há excepções.

A verdadinha é que as operações laser e as lentes de contacto têm afastado muito boa gente da leitura; leitores, editores, tradutores e revisores. Temos todos de olhar um bocado melhor para o que queremos fazer porque ainda somos responsáveis pela transmissão de importantes valores culturais e de forma muito clara, porque não são os smsesses, os jornais e revistas, as legendas ou as barras informativas na parte inferior do ecrã dos telejornais que continuarão a mostrar o que é o bom português - com ou sem acordo ortográfico. E há muitos leitores míopes e dos outros que dependem de nós, para já não referir muitos futuros tradutores.

(*) Nascido em 1976, formou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de estudos portugueses e ingleses pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Trabalhou como assistente editorial na Vega e, posteriormente, preparou projectos de relançamento editorial para a Civilização e Estúdios Cor. Em 2003, com Diogo Madre Deus, fundou a Cavalo de Ferro. Actualmente, é Director Editorial do Grupo Fundação Agostinho Fernandes para as áreas de Ensaio, Poesia e Ficção.
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Vendas de diários generalistas cresceram 5,68 por cento em 2008

«Os cinco jornais diários generalistas portugueses aumentaram as suas vendas em 2008 em 5,68 por cento, face ao ano anterior: PÚBLICO, "Diário de Notícias", "Jornal de Notícias", "Correio da Manhã" e "24 Horas" conseguiram vender por dia uma média de mais 18.233 exemplares do que em 2007, de acordo com os números de circulação paga ontem divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação.»

Ler no Público.

Faleceu Sérgio Alves Moreira

«O livreiro Sérgio Alves Moreira, que participou na organização do assalto ao barco Santa Maria, faleceu quarta-feira, aos 77 anos, em Caracas, vítima de doença prolongada, disse à Lusa fonte próxima da família.»

Ler no Público.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Público, pelo «director» António Lobo Antunes

A edição do jornal «Público» do próximo dia 5 de Março, data do 19.º aniversário da publicação, será dirigida pelo escritor António Lobo Antunes.

Foi no ano passado que começou esta iniciativa de ter uma personalidade a dirigir o periódico na sua edição de aniversário. Para essa edição, o cargo foi atribuído ao historiador José Pacheco Pereira.

Faleceu Philip José Farmer

«O escritor norte-americano Philip José Farmer, considerado o primeiro a falar de sexo em contos e romances de ficção científica, morreu hoje aos 91 anos enquanto dormia, informou a CNN.»

Ler no Diário Digital.

Caso Courbet: livro recolocado à venda

«A distribuidora de Braga "Inovação à Leitura" vai recolocar na feira de livros de saldo uma publicação cuja capa apresenta uma pintura de Gustave Courbet mostrando o sexo de uma mulher e que fora apreendido pela PSP, disse fonte do sector.»

Ler no Jornal de Notícias.

1.º Aniversário da Fundação José Saramago

A Fundação José Saramago celebrou ontem o seu 1.º aniversário e faz no seu website uma listagem dos eventos mais importantes, organizados pela Fundação, no passado ano:

1. A Consistência dos Sonhos
2. Inauguração da sede de Azinhaga e geminação
3. E se falássemos de Borges?
4. Jorge de Sena, Um regresso
5. A Casa dos Bicos
6. Ateliers de Promoção da Leitura
7. Colaboração com outras instituições
8. 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos
9. Homenagem à Literatura Portuguesa
10. A página infinita da Internet

Mais informação aqui.

Kindle 2 já disponível

Já é possível adquirir o novo leitor de e-books da Amazon. O seu custo é de 359 dólares (cerca de 279 euros), mais portes de envio.

As opiniões divergem em relação ao Kindle 2. Enquanto alguns louvam as inovações do aparelho, outros preferem enaltecer as funcionalidades que o leitor ainda não tem.

Aberto inquérito-crime no «Caso Courbet»

«O Ministério Público abriu um inquérito-crime para averiguar os factos ocorridos em torno da apreensão, pela PSP, na segunda-feira, do livro "Pornocracia", em Braga. Em causa pode estar um crime de abuso de poder por parte das autoridades.»

Ler no Jornal de Notícias.

Ainda o caso Courbet

«O livreiro a quem a PSP de Braga apreendeu cinco exemplares de uma obra que reproduzia na capa um célebre quadro de Courbet, A Origem do Mundo, garantiu ontem que, caso a polícia não os devolva em mão, passará uma factura para os pagarem. António Lopes disse ao DN que "é mentira que a acção policial tenha ocorrido para evitar desacatos", pois no auto de apreensão consta que "a capa continha conteúdo pornográfico". E reitera a pretensão de processar a PSP pela forma como agiu.»

Ler no Diário de Notícias.

Prémio Bang! 2008 não fez bang!

O júri do «Prémio Bang!» decidiu não entregar o «Prémio Bang!» de 2008.

A «Bang!» é uma revista da editora Saída de Emergência, disponibilizada no seu website de forma gratuita.
Deixamos o comunicado dos editores que justifica esta decisão:

«A razão deve-se ao facto de nenhuma das quase cem submissões reunir condições para ser galardoada. Para a editora Saída de Emergência este anúncio acaba por ser uma desilusão polvilhada de brio. Se, por um lado, era importante estrear o prémio com uma obra de qualidade que engrandecesse o género em geral e a literatura fantástica portuguesa em particular, por outro, o critério exigente do júri deixa-nos satisfeitos. Revela um prémio sério, criado para coroar obras de qualidade superior e que não premeia algo menor apenas para poder anunciar um vencedor.

Um ponto a deixar bem claro: não consideramos que a primeira edição do prémio tenha sido uma experiência falhada, muito pelo contrário. Apesar de preferirmos não desprestigiar a colecção e a editora galardoando uma obra inferior, a verdade é que muito se pode aprender desta primeira experiência. E, sejamos honestos, várias das submissões facilmente encontrariam editoras nacionais que as publicassem nas suas colecções de fantástico. Mas isso já terá a ver com a exigência do critério editorial.

Por fim, aproveitamos para anunciar que estamos neste momento a decidir se o «Prémio Bang! para literatura fantástica» vai ser anual ou bienal. Mal haja novidades, serão os primeiros a saber!

Obrigado a todos pela vossa participação,
Os Editores»

Colóquio Edgar Allan Poe

Entre 18 e 20 de Março irá decorrer o Colóquio Internacional "Poe e Criatividade Gótica" em vários locais em Lisboa.

O evento contará com a participação de reputados especialistas internacionais – Fred Botting , Darryl Jones, Henri Justin e George Monteiro – assim como de escritores e artistas – António de Macedo, David Soares, Fernando Guerreiro, Fernando Pinto Ribeiro, Filipe Abranches, Filipe Melo, Hélia Correia, José Luís Peixoto, Luís Filipe Silva, Paula Ribeiro, Pedro Mexia e Rui Lage.

Para mais informações, consulte o site da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, aqui.

Revista «Os meus Livros» oferece livros

A edição de Março da revista «Os Meus Livros», à venda a partir de amanhã, oferecerá gratuitamente um livro a cada comprador, através de uma parceria estabelecida com a editora Saída de Emergência. Entre os títulos, estarão obras de literatura fantástica, romântica, contemporânea, thrillers, policiais, romance histórico e outros géneros.

A «Os Meus Livros», com esta iniciativa, pretende «reforçar a marca «Os Meus Livros» junto do target a que se destina, naturalmente, consumidores regulares de livros, ao mesmo tempo que significa um sinal de vitalidade, no âmbito das cada vez mais aguerridas disputas que se fazem sentir no mundo dos livros, mas também dos meios de Comunicação Social».

Augusto Carlos no Fórum Cultural do Seixal

«O escritor Augusto Carlos vai estar no Fórum Cultural do Seixal no dia 7 de Março, às 17:00 horas, para falar da sua vida e obra, sob o tema «união e afectos entre povos».»

Ler no Diário Digital.

Vida de Héctor Abad Faciolince em livro

«"Todas as famílias felizes são iguais", escreveu Tolstoi no romance Anna Karenina, mas o escritor colombiano Héctor Abad Faciolince discorda e decidiu contar a história de uma família feliz, a sua, até ao assassínio do pai.»

Ler no Diário Digital.

APEL Reprova caso Courbet

A APEL, através do seu presidente, Rui Beja, considerou que os acontecimentos de segunda-feira foram «um excesso de zelo» e que as autoridades deviam «repensar a sua actuação». Mais, que «todos os dias vêem-se coisas muito mais gratuitas e sem sentido em horários nobres na televisão, por exemplo».

A PSP de Braga, por outro lado, defende-se indicando que se limitou a agir como medida cautelar, na sequência de várias queixas.

Ler aqui.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Escrita em dia fecha as portas

O Escrita em Dia, programa de Francisco José Viegas com emissão na Antena Um à quarta-feira (23h), terminou a um mês e meio de completar seis anos de existência.

Sangue Fresco editado em português

A série «Sangue Fresco» (True Blood no original), em exibição no canal MOV, foi criada por Alan Ball, conhecido pela série «Sete Palmos de Terra» e o filme «Beleza Americana». Os livros de Charlaine Harris, no qual é baseada a série, terão agora versão em português, editados pela Saída de Emergência. O primeiro, «Morto até ao Anoitecer», está previsto para 9 de Abril.

Mais aqui.

O Blog da Quetzal

A Quetzal tem um blog, que tem sido bastante alimentado nos últimos dias.
Para seguir aqui.

Percebe-se que ainda está em construção, mas percebe-se igualmente que, pelo tipo de conteúdos que têm sido veiculados - videos, excertos, ilustrações, controlo atento do que se vai dizendo na blogosfera - esta é uma das apostas da Quetzal para a comunicação da editora.

Um dos sítios onde se escondeu Rushdie

«A 14 de Fevereiro de 1989, o ayatollah Khomeni decretou uma fatwa que condenava à morte Salman Rushdie. O escritor indo-britânico teve que passar vários anos na clandestinidade por causa do carácter "blasfemo" do seu livro Os Versículos Satânicos. Agora, um perfil do britânico Ian McEwan, a publicar na próxima edição da revista New Yorker, revela que o autor de Expiação deu abrigo ao seu amigo, pouco depois da emissão do decreto islâmico.»

Ler no Diário de Notícias.

Tony Belloto, por Pedro Vieira


Ver aqui.

Prémio Warwick

«A ensaísta canadiana Naomi Klein venceu, com “The Shock Doctrine”, a primeira edição do prémio da Universidade de Warwick de Escrita para obras de qualquer género literário em inglês ou traduzidas neste idioma.»

Ler no Público.

Livreiro bracarense leva caso a tribunal

«O livreiro bracarense que viu a Polícia apreender exemplares do romance "Pornocracia" vai avançar com uma acção em tribunal.»

Ler no Jornal de Notícias.

PSP de Braga vai devolver livros apreendidos

«A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai devolver os livros apreendidos em Braga, na Feira do Livro em Saldo e Últimas Edições, em virtude de a capa reproduzir uma fotografia de uma obra de arte, informou hoje a Direcção Nacional.»

Ler no Público.

Os números de 2008 para os livros digitais

Mike Hendrickson faz uma análise ao mercado dos livros digitais no ano transacto de 2008.

Ver aqui.

Prémio Commonwealth Writers 2009

Forma anunciados os candidatos aos prémios de Melhor Livro e Melhor Primeiro Livro, de Europa e Sul de Ásia.

Candidatos ao Prémio Melhor Livro
The Other Hand, de Chris Cleave, Sceptre, Reino Unido
The Country of Deceit, de Shashi Deshpande, Penguin Índia
The Northern Clemency, de Philip Hensher, Fourth Estate, Reino Unido
Unaccustomed Earth, Jhumpa Lahiri, Bloomsbury Publishing, Reino Unido
Deaf Sentence, de David Lodge, Harvill Secker, Reino Unido
The Enchantress of Florence, de Salman Rushdie, Random House, Reino Unido

Candidatos ao Prémio Melhor Primeiro Livro
The Consequences of Love, de Sulaiman Addonia, Chatto & Windus, Reino Unido
Broken, de Daniel Clay, HarperCollins, Reino Unido
Submarine, de Joe Dunthorne, Hamish Hamilton / Penguin
A Case of Exploding Mangoes, de Mohammed Hanif, Vintage, Paquistão
Breathless in Bombay, de Murzaban F. Shroff, St. Martin's Griffin, Índia

Os vencedores serão anunciados a 12 de Março.

Ver mais aqui.

Imprensa poderá beneficiar do crescimento dos e-books

Numa altura onde se fala muito de leitores de e-books e das consequências que estas novas tecnologias poderão trazer para as editoras, a imprensa, passando por um período conturbado, poderá mesmo vir a beneficiar com estes novos hábitos de leitura.

Ler artigo no Economist.

Opinião: Gabo Kindle, por Pedro Vieira

GABO KINDLE,
por Pedro Vieira (*)


(*) Pedro Vieira, natural de Lisboa, livreiro, ilustrador e blogger, trabalha no grupo Almedina e é ilustrador residente da revista Ler. Mantém o blogue pessoal irmaolucia e participa no blogue colectivo Arrastão.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O caso Courbet, por Miguel Marujo

«Já sei que os do costume vão criticar os tempos de hoje, como se o Governo fosse culpado de tudo, mas faço notar que em Braga é onde se aprende mais em 15 minutos - ou na capa de um livro - do que em muitos anos de vida. E a PSP gosta pouco que se aprenda, prefere apreender, multar ou prender.»

Ler aqui.

Caso Courbet, por Tomás Vasques

«Acredito que a PSP não tenha disponibilidade orçamental para formar os seus agentes em história de arte, nem tal se mostra prioritário para o desempenho da função. No entanto, a formação nos princípios fundamentais da liberdade talvez não fosse má ideia. »

Ler aqui.

O caso Courbet, por Possidónio Cachapa

«ps: caso os polícias de Braga nunca tenham visto uma, trata-se da mesma zona do corpo por onde as vossas mãezinhas vos pariram.»

Ler na íntegra aqui.

Colóquio sobre Edgar Allan Poe homenageia bicentenário do nascimento do escritor

«O bicentenário do nascimento do escritor norte-americano Edgar Allan Poe é o mote para o colóquio "Poe e Criatividade Gótica", que decorrerá entre 18 e 20 de Março em diversos locais de Lisboa, com a presença garantida de especialistas nacionais e internacionais.»

Ler no Público.

A censura de Courbet, por Sara Figueiredo Costa

«O que nos vai safando é que, normalmente, os censores não costumam ser grandes leitores. Pode ser que não reparem nas descrições pormenorizadas e não poucas vezes bastante imaginativas que se escondem nalguns livros canónicos da literatura universal e que os vão deixando disponíveis para quem prefere abrir os olhos a viver com a cabeça enterrara na areia, muito bem protegidinha, sem nada que a agite.»

Ler na íntegra aqui.

A censura de Courbet, por Pedro Vieira

Aqui.

PSP apreende livros por considerar pornográfica capa com quadro de Courbet

«A PSP de Braga apreendeu hoje numa feira de livros de saldo alguns exemplares de um livro sobre pintura. A polícia considerou que o quadro do pintor Gustave Courbet, reproduzido nas capas dos exemplares, era pornográfico, adiantou uma fonte da empresa livreira»

A ler aqui.

O olhar de Daniel Mordzinski

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Morreu Al-Tayyeb Salih

«O romancista sudanês Al-Tayyeb Salih, um dos mais importantes escritores da literatura árabe, faleceu hoje em Londres, aos 80 anos, após doença prolongada, informou a agência de notícias sudanesa SUNA, citando um comunicado do gabinete presidencial do Sudão.?»

Ler aqui.

Prémio para o Expresso

O Expresso voltou a ganhar o prémio de Jornal com Melhor Design, distinção atribuída pela Society for News Design.

Ler no Meios e Publicidade.

Isabel Pires de Lima lamenta pressa em relação ao Acordo Ortográfico

«Isabel Pires de Lima lamenta a pressa do ministro da Cultura para que o acordo ortográfico entre em vigor, sem que tivesse sido feito trabalho em áreas como a Educação ou os Negócios Estrangeiros.»

Ler aqui.

Capas para o seu Kindle 2.0

Logo após ter lançado o Kindle 2.0, foram postas à venda as respectivas capas, de forma a personalizar este leitor.

Ler mais aqui.

Aprendizagem em escola virtual

«Para usar na sala de aulas ou em casa, as ferramentas de 'e-learning' tornam o ensino mais dinâmico e a aprendizagem mais divertida. Quem o diz são os professores e os alunos. No entanto, desenvolver conteúdos apelativos não fica barato e o preço ainda é um obstáculo à sua difusão.»

Ler artigo de Patrícia Jesus no Diário de Notícias.

Nova Malasartes

«O nº 16 da Malasartes já está à venda. Na capa a ilustração é de Alain Corbel.»

Aqui.

Daniel Mordzinski, por Iván Thais

No blog Moleskine Literario são apresentadas algumas fotografias de Mordzinski, do evento HAY Festival Cartagena 2009.

Aqui.

Prémio São Paulo de Literatura 2009

«Estão abertas as inscrições para Prêmio São Paulo de Literatura 2009, o prêmio literário mais bem pago do Brasil. Serão R$ 400 mil para o Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano - Autor Estreante publicados em 2008, sendo R$ 200 mil para cada um.»

Ler mais aqui.

Espólio de Joly Braga Santos na Biblioteca Nacional

«Vinte anos após a morte de Joly Braga Santos, a família doou hoje à Biblioteca Nacional o espólio do compositor, com mais de 100 obras em versão manuscrita.»

Ler no Diário Digital.

Opinião: Chegar a casa aos dez, por Hugo Torres

CHEGAR A CASA AOS DEZ,
por Hugo Torres (*)

O exercício que um miúdo nado e criado na Póvoa de Varzim pode experienciar ao longo de dez anos de Correntes d’Escritas é de facto interessante. Em 2000, tinha uns 15 anos a meio caminho dos 16 e nenhuns – notem: absolutamente nenhuns – hábitos de leitura. Não pus os pés nessas Correntes e duvido até que estivesse a par do acontecimento. (A Póvoa é pequena mas tem becos, mas tem mar.)

Lembro-me perfeitamente naquela manhã de escola, no ano seguinte, em que nos levaram a ouvir o Rui Zink (este eu sabia quem era, da televisão) e o Mia Couto. Nunca mais este último nome me saiu da cabeça. Fiquei deslumbrado com aquele senhor que eu não tinha certeza se vinha de Angola, se de Moçambique, se faria sequer muita diferença.

Voltei a encontrá-lo em 2008, já tantos e tantos livros depois, a um sábado de manhã com auditório cheiíssimo. Teria acabado de lançar O Outro Pé da Sereia. E de novo o encantamento como se estivesse a encarar um qualquer deus do Olimpo, vá lá saber-se porquê. A minha biblioteca cresceu enormemente nesses anos (dos livros que comprei e tenho, dos livros que me emprestaram os amigos e as bibliotecas e devolvi).

Nos tempos académicos, muito se espantavam os que me viam fora das Correntes, a mim, um poveiro a quem viam dedicadamente ligado aos livros. Nas diversas edições ia a espaços a esta ou àquela mesa, porque sim ou com objectivo traçado. Crescemos ambos nesta separação de reencontros sumários, até que em 2009, aos dez anos disto, me senti tanto das Correntes quanto da Póvoa. E tenho para mim que a culpa é do Saramago.

Quase era levado a pensar que seria dessa biblioteca que prosperou e com ela o à-vontade perante essa gente das Letras, sabedora do pó dos livros e quejandos. Mas não. Olhava os escritores, seres iluminados, com reverência tal que as pernas tremiam e a mão fraquejava, falhava a voz. Até que o próprio e muito grande Saramago me mostrou a humanidade por detrás de cada um deles – o Nobel fez-se mesmo bloguer durante este ano, colocando-se tão próximo como os camaradas que escrevem sobre os dias em Lisboa, em Beijing.

Respirando, as Correntes são coisa menos taciturna – os livros, os livros, os livros. Sentar e olhar quem está nas mesas, à espera para intervir, calado, quase sem expressão. Gente que ainda não é mais que um nome e se transforma num bicho inesperado quando abre a boca para dizer. Ver o Ondjaki pular cadeiras e sorrir; sentir o coração quente vendo o Manuel Rui; a alegria de saber que o Onésimo está por ali. E, embora familiar, esta é gente com quem nunca troquei duas palavras (excepto a trabalho, com o primeiro).

Há também casos comparativos e imediatistas que as Correntes nos permitem como dificilmente acontecerá noutro lugar. Sentados à mesma mesa estavam o muito premiado Mário Cláudio, o galante e reconhecido Almeida Faria e a enérgica e frutuosa Alice Vieira. Nunca li uma linha de nenhum dos seus livros e nunca os tinha visto e ouvido em público. A serenidade com que encarava o facto para os dois primeiros era diametralmente oposta à urgência que passei a ter de Vieira, de lê-la, de ouvi-la, de a convidar para jantar e continuar a ouvi-la.

Como é que se pode jogar com isto na promoção dos livros, não tenho a mais pequena das ideias.

(*) Hugo Torres dirige o portal cultural
Rascunho, é co-autor do blogue Húmus e correspondente da revista espanhola Zona de Obras.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Fernando Pessoa no Second Life

«Iniciativa partiu da Câmara de Cascais e da Comunidade Cultural Virtual.
Uma segunda vida, no Second Life. Fernando Pessoa, que tinha já uma presença consolidada na Internet - 1,8 milhões de entradas no Google , só em pesquisa simples, por nome -, iniciou, este ano, uma nova vida, desta feita na plataforma virtual que, espelhando a vida real, tem vindo a atrair, às suas "ilhas", "residentes" a título individual e institucional - caso, na representação nacional, da Universidade de Aveiro, Ministério da Justiça ou Banco Espírito Santo.»

Ler artigo de Maria João Pinto no Diário de Notícias.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Batwoman sai do armário, finalmente

A polémica começou em 2006. Uma nova encarnação da personagem foi introduzida no universo da editora DC Comics, por Greg Rucka e J.H.Williams. A personagem Batwoman já existe desde a década de 50, esta seria uma nova «identidade secreta». Não foi esta parte que gerou a polémica. A alteração de alter-egos é bastante usual no mundo da banda desenhada. A polémica começou quando o jornal New York Times decidiu fazer um artigo sobre as preferências sexuais da personagem.

Durante a convenção anual de BD, a decorrer em Nova Iorque (Comic Con NY), Rucka confirmou as preferência da sua criação. Segundo Rucka, esta é uma característica da personagem tão pertinente como o facto de ser ruiva.

A questão voltou à baila visto que será novamente dado foco à personagem num livro da DC, a ser lançado em Junho.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

António Lobo Antunes no New York Times

O New York Times publicou um excerto do autor português.

Ver aqui.


Ainda no mesmo jornal, foi publicado um artigo sobre António Lobo Antunes, onde o autor é comparado a Saramago.

Ler aqui.

Livreiros, por Jaime Bulhosa

«Muitas vezes se diz que já não há livreiros como antigamente. Que são uma espécie em vias de extinção. Que as grandes cadeias acabaram com eles. Que o empregado que nos atendeu não sabe o que está a fazer, etc., etc. De facto, tudo isto é verdade. Mas isto acontece simplesmente porque o livreiro é uma figura rara. Existiram e existem muito poucos livreiros, e sempre foi assim.»

Ler aqui.

Morreu Edward Falaise Upward

«O romancista Edward Falaise Upward, que fez parte de um grupo de escritores britânicos como W.H. Auden, Stephen Spender e Christopher Isherwood, faleceu no passado dia 13, aos 85 anos, informou hoje o diário The Guardian.»

Ler no Diário Digital.

Novo livro de Dan Brown

Segundo Ron Howard, realizador do Código de Da Vinci e de Angels and Demons, Dan Brown já terminou o seu novo livro. Enquanto fazia a promoção do novo filme Angels and Demons, o realizador das anteriores obras de Brown revelou que o autor já tinha terminado a terceira aventura de Robert Langdon, personagem principal das suas histórias.

Contudo, uma porta-voz da editora de Brown desmentiu a notícia, afirmando que o autor estará apenas perto de terminar.

Aqui.

Há quem não goste do novo Kindle

Nesta artigo no site da PC World são apresentado seis motivos para não se gostar do Kindle, dentro da área de negócios.

Ler aqui.

Na Terra dos Homens, em braille

«A obra Na Terra dos Homens, da autoria de Marlene Correia Ferraz, galardoada em 2008 com o Prémio Miguel Torga - Cidade de Coimbra, vai ser editada em Braille, informou hoje o vereador do pelouro da autarquia.»

Ler artigo no Diário Digital.

Booktailors na Janela Indiscreta

Pedro Rolo Duarte referiu ontem no seu Janela Indiscreta o Blogtailors e a obra que a Booktailors irá lançar de José Afonso Furtado. O som pode ser ouvido aqui (dia 19.02). A referência à Booktailors é feita a partir do segundo minuto.

Muito obrigado, Pedro Rolo Duarte.

Google Book Search e Kindle, por Isabel Coutinho

«Mas que agitação. O Google anunciou recentemente uma versão do Google Book Search para funcionar em telemóveis. Já não é necessário estar em frente ao ecrã de um computador para se fazer uma pesquisa no Google Books ou para se ler uma obra literária, livre de direitos de autor e que faça parte das obras já digitalizadas pelo Google. Agora basta ter nas nossas mãos um telemóvel que permita navegação na Internet.
(…)
O Kindle 2 tem menos de um centímetro de espessura (0,91cm) e pesa 280 gramas. Os 2 GB de memória dão para transportar mais de 1500 livros, traz o dicionário “New Oxford American” incorporado, tem uma função de “text-to-speech” (o aparelho lê os livros através de um programa de reconhecimento de texto e pode-se escolher a voz, masculina ou feminina) e ainda permite que se façam anotações nos livros. Continua a descarregar livros em 60 segundos através da rede 3G e a permitir a leitura de alguns jornais e blogues. Mas só pode ser enviado para uma morada nos Estados Unidos.»

Ler na íntegra aqui.

Lobo Antunes, por F.J. Viegas

Franciso José Viegas comenta as mais recentes declarações de Lobo Antunes, nas quais este avançava que deixaria de escrever.

Ler aqui.

Problema com o Kindle 2.0

Uma das funcionalidades do novo Kindle é a possibilidade de ter o texto visível no monitor lido por uma voz electrónica. Embora esteja ainda em fase experimental, esta pequena funcionalidade já criou alguns problemas à Amazon.

Algumas editoras insurgiram-se contra esta funcionalidade visto ser demasiado semelhante aos audiolivros. Sendo que estes têm custos inerentes a nível de direitos de autor, diferentes dos de livros impressos, as editoras apelam que é incorrecta a utilização deste sistema no novo leitor.

Ler mais aqui.

Campo das Letras, por Manuel Jorge Marmelo

«... a Campo das Letras arriscou publicar os meus livros quando não interessavam a mais ninguém, tratou-me com cordialidade e amizade e será sempre, de algum modo, a minha editora (como é ainda a minha escola cada uma das escolas que frequentei). Lamento a falência, portanto, como se (mais) uma parte de mim tivesse fracassado. Mas não posso, neste meu novo papel de "credor da massa falida", deixar de sentir que, por muito intelectual e emproada que possa parecer esta estúpida actividade de escrever livros, não passei, este tempo todo, de mais um dos que estão na base da pirâmide alimentar da literatura – um operariozinho dócil e pouco reinvidicativo, um murcão crédulo e, enfim, tudo aquilo que tenho sido na vida. Bem vistas as coisas, não há nenhum motivo para que pudesse ter sido diferente.»

Ler aqui.

Nova colecção da Quetzal

A editora Quetzal apresentou na Casa da América Latina, na passada segunda-feira, em Lisboa, uma nova colecção, intitulada Série Américas, que publicará literatura de autores latino-americanos. Estiveram presentes Francisco José Viegas (editor) e os autores Andrea Blanqué, Hector Abad Faciolince e Alvaro Uribe.

Ler aqui.

Opinião: Uma feira, duas feiras e um mercado insensato, por Pedro Patacho

UMA FEIRA, DUAS FEIRAS E UM MERCADO INSENSATO,
por Pedro Patacho (*)

Umas linhas introdutórias para saudar a Booktailors pelo excelente trabalho que está a fazer a favor do sector editorial. Há muito que não se via em Portugal um projecto que transpirasse tanta inovação e criatividade quanto este. Parabéns por mais esta iniciativa.

Todos os anos, milhares de portugueses visitam as feiras do livro de Lisboa e do Porto. Há muito tempo que me habituei a fazer parte desses milhares de visitantes, bem antes de me tornar editor. Residindo em Lisboa, frequentava anualmente esta montra do livro nacional. É curioso que, todos os anos, subia em primeiro lugar o corredor do lado esquerdo. Muitas vezes, já exausto e carregado de compras, deixava o corredor do lado direito para outra oportunidade. Frequentemente, essa oportunidade acabava por não chegar, ficando para o ano seguinte. Depois de me tornar editor, mudei radicalmente este padrão de comportamento que, sem me aperceber, tinha desenvolvido ao longo dos anos, muito atraído pelas maiores, mais antigas e mais reputadas casas editoriais do país. Entretanto, ficou-me uma questão: quantos portugueses desenvolverão padrões de comportamento semelhantes na visita à Feira do Livro? É possível que, no ano passado, tenha havido maior fluxo de visitantes do outro lado, já que no cimo havia o controverso stand do maior grupo editorial português. Será possível pensar que, até aqui, tenha havido duas feiras dentro da Feira do Livro de Lisboa? Seria interessante adoptar um critério aleatório de distribuição dos editores pelo espaço da feira, já que parece haver um padrão perfeitamente nítido na posição ocupada pelas diversas casas editoriais.

Todos sabemos que, numa economia de mercado aberta e pouco regulada, imperam as leis do mercado, tal como sabemos que a obrigatoriedade de crescimento das organizações, no contexto de uma globalização económica predatória, as orienta inexoravelmente para uma única finalidade: o crescimento dos lucros. O que esquecemos frequentemente são as consequências que esta lógica tem em projectos de menor dimensão, mais dirigidos, independentes e essencialmente preocupados com o desenvolvimento cultural e social.

O mercado do livro sobrevive, obviamente, da venda de livros. Portanto, não é preciso ser grande gestor para perceber que, no ponto de venda, tem de ser concedido o maior espaço possível aos livros que vendem mais. Só assim se garantirá o crescimento do volume de negócios da organização, pois ela vive, repito, de vender livros! Quem decide que livros vendem mais? O público, claro! Neste círculo vicioso, os editores ajustam, cada vez mais, os seus planos editoriais às tendências do mercado. Ditadas por quem? Pelo público, claro está!

Não deixa de ser curioso comparar o que se passa em Espanha ou no Brasil com o que se passa aqui no nosso quase afundado rectângulo à beira mar. Há uma imensidão de autores que estão publicados nestes países que nunca verão a luz do dia no nosso país. E muitos outros vêem publicada apenas uma pequena parte do seu trabalho, quando, nesses países, a sua presença é muito maior. Será um problema da dimensão do mercado? Das escolhas dos editores? Das tendências do mercado?

Ao mesmo tempo, proliferam nos catálogos editoriais livros absolutamente vulgares que vivem e sobrevivem da banalidade. Mas será que os editores têm alguma responsabilidade social e cultural, dada a especificidade da sua actividade? Que consequências poderá ter, a longo prazo, o consumo de doses massivas de banalidade?

Vivemos numa época perigosa. Nunca esteve tão na moda ser singularmente ignorante em relação a tudo o que é vital para a democracia e para a nossa sobrevivência enquanto cidadãos livres e pensantes. Imagens de produtos vistosos e atraentes abundam nos meios de comunicação, reforçando uma ideologia consumista assente na crença de que a qualidade da vida quotidiana das pessoas é irrevogavelmente melhorada pela acumulação contínua de riqueza material. A vulgaridade e a futilidade vieram para ficar. Neste turbilhão consumista, os grandes conceitos-chave, as grandes narrativas, as grandes ideias que têm mobilizado gerações inteiras são domesticadas, entrando na trivialidade do senso comum, como se os seus significados estivessem, à partida, garantidos.

Sem conseguirmos avaliar realmente como os nossos sonhos, os nossos desejos e acções foram manufacturados e socialmente condicionados, no contexto de uma revolução económica neoliberal que prossegue a um ritmo avassalador, permanecemos escravizados na ética do consumo em que tudo, mas virtualmente tudo, incluindo a cultura, é simplesmente um produto empacotado. Produto esse cuja sobrevivência, para lá das questões da sua qualidade intrínseca e pertinência, está exclusivamente dependente de um único critério: o número de unidades vendidas. Mas será que é assim tão mau vender 200 ou 300 unidades de um livro? Estarão esses projectos votados à extinção porque representam um pequeno nicho de mercado?

Enquanto os meios de comunicação social glorificam o crescimento dos lucros das grandes empresas, e até a sua responsabilidade social (novos conceitos interessantes começam a aparecer, como é exemplo a economia social), aproximadamente 2,8 mil milhões de pessoas, o que é quase metade da população mundial, lutam em desespero para sobreviver. Ao mesmo tempo, 400 corporações transnacionais detêm dois terços dos activos fixos do planeta, controlando mais de 70% do comércio mundial. E, enquanto isto, a outra metade da população mundial entretém-se a celebrar os excessos dos ricos e famosos, esgatanhando-se para ter o que eles têm, ignorando a sua condição verdadeiramente subordinada e manietada e a fugaz ilusão que é a sua condição social e o conforto momentâneo que conseguiu obter por via profissional. Este é o público!

Todos nós somos aquilo que conhecemos. Aquilo que conhecemos é, em parte, aquilo que lemos. Todos nós lemos o que é possível ler. Se não existir não pode ser lido. Quem dita, então, o que pode ser lido? O mercado?

(*) Pedro Patacho nasceu em Lisboa, em 1977. É professor de Matemática e de Ciências da Natureza no Ensino Básico, actividade profissional que desenvolve ininterruptamente desde 1999. Mestre em Educação pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, frequenta actualmente o programa de Doutoramento em Educação na Universidade da Corunha, Espanha. Em 2004, sentindo o panorama da publicação académica em Portugal e entendendo a necessidade de um projecto alternativo que oferecesse aos leitores mais possibilidade de escolha, criou as Edições Pedago, essencialmente vocacionadas para a publicação em Educação e Ciências Sociais, onde se mantém como editor e director editorial das Edições Pedago.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Polémica na Feira do Livro no Dubai

«A escritora canadiana Margaret Atwood, ex-vencedora do conceituado Booker Prize, anunciou que não estará presente na primeira edição do Festival Internacional do Livro do Dubai, que arranca na próxima semana, acusando a organização do certame de “censura”. Em causa está o facto de ter sido cancelado o lançamento do romance “The Gulf Between Us”, da inglesa Geraldine Bedell, uma comédia romântica que tem a acção centrada num emirado ficcional do Golfo Pérsico e inclui uma relação amorosa entre dois homens.»

Ler no Público.

Google ilibada em processo de invasão de privacidade

«A Google foi absolvida da acusação de invasão da vida privada, feita por um casal americano que não gostou de ver a fotografia de sua casa no site Street view da Google.»

Ler no Público.

Campo das Letras, por Luís Filipe Cristóvão

Luís Filipe Cristóvão comenta o anunciado fecho da Campo das Letras: «...a Campo das Letras era uma editora como as editoras devem ser: com uma posição ideológica definida, amante dos livros, curiosa em relação às novas tendências, apaixonada pela sua terra e pelas coisas e pessoas que nela habitam. mas a Campo das Letras foi apanhada na encruzilhada. primeiro, pelas dívidas deixadas após a falência do seu distribuidor, o que significou um peso enorme em cima da sua estrutura. depois, pelo abandono de um seu parceiro, comprado por um aglomerador editorial, o que significou o desaparecimento de uma sustentação possível. perante este cenário e numa época em que as soluções de apoio a empresas que se importam com pessoas e não com lucros escasseiam, a Campo das Letras vai acabar.

restarão nas prateleiras e na memória de tantos, os livros que disponibilizou. restarão nas palavras e nas intenções de muitos, pensar que algo poderia (e merecia) ter sido feito. o que não restará é a Campo das Letras, para nos oferecer novos livros, ideias e sonhos.»

Ler aqui.

Universidade Católica assina acordo com APEL

Segundo o blog Livros à volta do Mundo, de Mafalda Avelar, a «Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa assina hoje um Protocolo com a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, destinado a oferecer condições preferenciais de frequência desta Faculdade aos profissionais do sector editorial e livreiro.»

Ler aqui.

Parem as máquinas

Vale a pena seguir o blog Parem as máquinas, no qual Vanessa Quitério fala da sua experiência no jornal Público, onde está a estagiar. Aqui.

Emprego: Gestor de Marketing e Comunicação (m/f)

Nova editora, ambiciosa e capitalizada, prestes a lançar-se com um catálogo para o grande público, recruta:

Emprego: Gestor de Marketing e Comunicação (m/f)

Requisitos:
- Licenciatura ou formação superior
- Experiência comprovada de 3 a 5 anos em planeamento, orçamentação, execução e controlo de marketing e de comunicação de novidades editoriais
- Domínio total do português e do inglês a nível oral e escrito; outros idiomas serão valorizados
- Experiência em coordenação e gestão de projectos
- Mente analítica e criativa
- Disponibilidade imediata

Oferta:
- Local de trabalho: Lisboa
- Ambiente de trabalho descontraído mas de elevada exigência intelectual
- Até 25 000 euros/ano

Responder para recrutamento.novaeditora@gmail.com, com CV e carta de apresentação. Garantia de máximo sigilo.

BD digital, por Martyn Daniels

De um lado temos o livro de banda desenhada impresso. Do outro temos as animações, em formato série de desenhos animados e filmes de curta ou longa metragem. Pelo meio, a editora americana Marvel irá agora lançar um «livro animado digital».

O nome original é digital motion comic e terá à mesma as pranchas de BD, mas com vozes de actores lendo as falas contidas usualmente nos tradicionais balões. No seu site, a Marvel já tem um número vasto de livros de BD em formato digital. Spider-Woman será o primeiro livro disponibilizado neste novo formato, dias antes do seu lançamento em formato impresso.

Ler aqui.

Marketing das Artes em directo


A Quimera acaba de lançar Marketing das Artes em directo, de Rita Curvelo, uma obra que compila uma série de entrevistas a grandes figuras do meio cultural. «Deverá o produto cultural ser entendido e vendido da mesma forma que um qualquer bem de consumo? Como poderá o marketing cultural promover bens que não podem ser objecto de pré-teste, nem ser concebidos para satisfazer necessidades imediatas do cliente-público? Qual o lugar que o marketing deverá ocupar nas estratégias de investimento institucional e de comunicação externa das instituições e organizações que fazem cultura em Portugal ?»

Entrevistados: François Colbert, Filipe Mascarenhas Serra, Simonetta Luz Afonso, António Baptista Lopes, Manuel Bairrão Oleiro, Bárbara Coutinho, Guilherme d’Oliveira Martins, Emílio Rui Vilar, António Gomes de Pinho, António Mega Ferreira, Miguel Lobo Antunes, Paolo Pinamonti, Pedro Burmester, Jorge Salavisa, João Lourenço, Giacomo Scalisi, Ana Pereira Caldas, Madalena Victorino, Nuno Gonçalves, António Padeira.

Rita Curvelo é locutora e produtora da Rádio Renascença, e professora na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Edição da Quimera Editores.

Alterações à BookExpo America

A BEA irá sofrer algumas alterações. Para além da cidade anfitriã, que será Nova Iorque pelo menos nos próximos quatro anos, a feira também passará a decorrer durante a semana e terá a duração de três dias apenas. Estas alterações estão apenas previstas para 2010, sendo que a feira deste ano não estará ao abrigo destas alterações.

Ler mais aqui.

Novo Kindle ajuda nas vendas de e-books

Segundo o Los Angeles Times, as vendas de e-books nos Estados Unidos poderão chegar aos 100 milhões de dólares no ano de 2009. Embora existam vozes que discordem deste valor, este aumento poderá não ser a única consequência do lançamento deste novo leitor. Muitos distribuidores encontram-se receosos do impacto que poderá ter no seu volume de nogócios.

Aqui.

Gailivro junta-se a Fantasporto

A Gailivro associou-se ao Fantasporto e criou um autocolante («Escolha do Fantasporto») que irá acompanhar os livros do catálogo que melhor representam o género fantástico.

Filme com base em obra de Mia Couto

«O romance "O último voo do flamingo", do escritor moçambicano Mia Couto, vai ser transposto para o cinema pela Fado Filmes, e as filmagens começam a 18 de Março em Marracuene, Moçambique, disse o responsável da produtora, Luís Galvão Teles.»

Ler no Público.

Prémio de Literatura Casa da América Latina/Banif

O Prémio de Literatura Casa da América Latina foi criado com o intuito de estimular a edição de obras latino-americanas em Portugal e destina-se à criação e tradução literárias deste tipo de obras e terá o apoio do Banco Banif nas próximas edições.

São possíveis candidatos as obras editadas em Portugal entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2008. O prémio, destinado ao autor da tradução, será no valor de 7500 € e as candidaturas deverão ser enviadas até ao último dia do presente mês de Fevereiro.

Para mais informações, consulte a Casa da América Latina.

O texto de José Mário Silva nas Correntes D'Escritas

José Mário Silva disponibilizou no seu Bibliotecário de Babel o texto que leu perante um auditório cheio, na Correntes D'Escritas.

Ler aqui.

Entrevista: Adriana Lisboa

Aproveitando a passagem de Adriana Lisboa por Portugal, na qual promoveu o seu último romance, “Rakushisha” (edição da Quetzal Editores), o Blogtailors entrevistou por e-mail a vencedora do Prémio José Saramago de 2003 (pela obra “Sinfonia em Branco”). A sua obra espraia-se pelo miniconto, pelo texto infantil e pelo romance. Está presente em diversas antologias. Em 2007, o projecto Bogotá 39/Hay Festival integrou-a na lista dos 39 escritores autores latino-americanos mais importantes (com menos de 39 anos na altura).

1. Adriana Lisboa venceu em 2003 o Prémio José Saramago. Que importância teve este prémio para a sua carreira, nomeadamente em Portugal?
O prêmio teve uma importância muito grande. Em primeiro lugar porque algo assim te dá um norte, te sinaliza com a ideia que que o que você está fazendo em termos de literatura não está totalmente equivocado nem é algo fora deste mundo. As pessoas estão lendo e compartilhando, e um prêmio é como que uma sinalização para seguir em frente. Mas não foi só isso, claro. Logo em seguida ao prêmio, e por causa dele, dois marcos na minha carreira aconteceram: a participação na Festa Literária de Paraty (FLIP), onde pela primeira vez me senti uma escritora crescidinha, e o início do agenciamento dos meus livros pela querida Ray-Güde Mertin, trabalho continuado hoje com enorme competência por Nicole Witt.

2. Inicialmente publicada na colecção Lusografias da Temas & Debates, por Maria do Rosário Pedreira, o seu último livro sai em edição Quetzal Editores, agora dirigida por Francisco José Viegas. Como encarou esta mudança de chancela?
Eu estava bem acompanhada na Temas e estou bem acompanhada na Quetzal. Acho que foi uma mudança esperada e natural.

3. Este é uma daquelas perguntas de algibeira: é a favor ou contra o acordo ortográfico e porquê?
Sou inteiramente contra. Acho que o acordo, se simplifica algumas coisas, vai dar por outro lado um trabalho imenso e desnecessário. Acho muito barulho por nada. Infelizmente, é preciso adotá-lo (já fui contactada no Brasil por pessoas que defendem a resistência, mas quando os livros que escrevo ou traduzo forem para a produção eles serão invariavelmente corrigidos para estar de acordo com a nova norma).

4. O Acordo ortográfico entrou em vigor no Brasil desde o início do ano. Quais as principais dificuldades e vantagens que está a observar com esta uniformização da ortografia?
As vantagens são a facilitação de certas coisas. É mais fácil, por exemplo, poder jogar fora o acento que diferenciava “para” de “pára”. Por outro lado, o trabalho para a implementação dessas novas normas não sei se as justifica. Recebi um manual sobre o que muda com a reforma e, sinceramente, por mais que se diga que são mudanças cheias de sentido e lógica, não sei se vou conseguir decorar todas. Só na próxima encarnação, mas então é possível que eu esteja falando mandarim. Ao mesmo tempo, as principais diferenças entre o português falado no Brasil e em Portugal, para ficar só com esses dois países, é muito mais vocabular do que ortográfica! Nós nos entendemos perfeitamente se um escreve fato e o outro escreve facto. Já não sei se isso é verdade se um escreve autoclismo e outro escreve descarga, se um escreve comboio e o outro escreve trem.

5. Qual a importância que tem para um escritor brasileiro ser publicado em Portugal?
Nós no Brasil estamos isolados: isolados do resto da América Latina por questões idiomáticas (e também, penso, porque nossas cidades culturalmente mais importantes estão todas no espaço entre o Planato Central e o Atlântico), isolados dos outros países de língua portuguesa por distância física ou mero desinteresse. O Brasil gosta do próprio umbigo, ou então importa lixo (o cinema hollywoodiano blockbuster, os reality shows, essas coisas). Portanto, penso que com a nossa publicação em Portugal estamos estabelecendo uma outra comunicação, ampliando um outro espaço, que pode ser extremamente enriquecedor e diverso. O Brasil precisa sair de si mesmo, e para a literatura isso é urgente. Portugal foi o primeiro país estrangeiro a me publicar, o que mudou muita coisa, arejou a minha visão daquilo que escrevo e lançou meus livros numa viagem que é cada vez mais instigante e interessante.

6. A Adriana Lisboa estudou música, foi cantora, flautista. Onde é que, no meio de tudo isto, entra a escrita?
A literatura antecedeu tudo isso. Existe na minha vida desde que aprendi a ler e escrever. A música veio depois, mas era um amor subalterno. Trabalhei por um tempo com música, depois deixei-a de lado oficialmente, mas ela ainda faz parte da minha vida de modo informal.

7. De que forma a sua formação nas áreas referidas entra na oficina da escritora?
Estou sempre atenta à musicalidade do texto. O que, de certa forma, também se comunica com o quanto me atrai a poesia. Embora eu escreva poesia, não publico, mas essa escrita (e a leitura de poetas) está no plano de fundo da minha prosa. Como acho que a música está também.

8. A Adriana Lisboa além de escritora, também traduz para o português nomes como Cormac McCarthy ou Robert Louis Stevenson. Como é que convivem a autora e a tradutora?
Convivem em paz. Sempre tive como divisa, ao traduzir, que é preciso respeitar o texto alheio, e esse é um grande aprendizado. Ao mesmo tempo, traduzir é um modo de ler com infinita atenção, e essa leitura acaba sendo, também, útil à escrita. Você penetra na argamassa do texto dos outros autores, percebe seus recursos e também suas falhas, e isso é útil quando vai escrever seus próprios textos.

9. Fale-nos um pouco do seu último livro. Como e quando é que se desenhou a primeira palavra do livro?
Meu último livro começou a ser escrito em 2003. Mesmo tão pequeno, trabalhei nele durante quatro anos. Ao longo dos primeiros três anos e meio, decidi estudar japonês e mergulhei em leituras não apenas de Bashô como de outros poetas clássicos, como Issa e Buson, que me encantam, e de outros autores e pensadores japoneses, de teorias estéticas sobre a arte da cerâmica e do chá etc. Mas faltava ir ao Japão. O livro estava emperrado sem essa viagem. Então, em junho de 2006 passei um mês em Kyoto, com uma bolsa da Fundação Japão, e ao voltar completei o livro em seis meses. Joguei fora grande parte do que tinha feito até então.

10. Que está a escrever neste momento? Podemos esperar um novo livro para breve?
Dizem que escrevo rápido, mas eu não tenho essa sensação. Estou escrevendo um romance no momento, mas tenho a impressão de que ele não ficará pronto muito cedo. Inclusive porque há algumas pesquisas envolvidas e algumas viagens que preciso fazer pelo deserto do sudeste norte-americano. É um livro sobre o deserto, em vários sentidos. Talvez ele esteja pronto em dois anos. Talvez esteja pronto antes. Ou depois. É difícil dizer.
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Campo das Letras deverá fechar

«A Campo das Letras deverá fechar as portas no final deste mês. "Provavelmente vamos ter que renunciar", afirmou Joaquim Jorge Araújo, líder da editora, ao Negócios.»

Aqui.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Darwin, por Francisco José Viegas

«Charles Darwin nasceu há exactamente 200 anos. A data tem pouca importância, porque 'A Origem das Espécies' foi publicado quando completou cinquenta anos.»

Aqui.

Bibliotecas em Cabo-Verde

«Portugal ofereceu até hoje a Cabo Verde 22 bibliotecas, de meio milhão de livros cada, um tipo de cooperação que é para continuar, garantiu o secretário de Estado português João Gomes Cravinho...»

Ler artigo da Publishnews.

Livros de José Rodrigues dos Santos publicado pela Gradiva

«A RTP, José Rodrigues dos Santos e a Gradiva chegaram a um acordo que confere à televisão pública o direito de opção da maior parte das obras de ficção do escritor.»

Ler no Destak.

Correntes D'Escritas 2009

A edição deste ano do Correntes D'Escritas terminou. Já foi feito o seu balanço e só não foram contabilizadas as ligações entre pessoas, criadas durante o evento. Não só entre pessoas do meio, a adesão do público foi notável, enchendo tanto o Auditório como o renovado Museu Municipal, não só nos dez debates, mas também nos lançamentos de livros, nas sessões de poesia e mesmo nas iniciativas paralelas.

Dentro da edição deste ano, é de enaltecer a forma como decorreram os encontros entre os escritores e os alunos das escolas locais e de concelhos adjacentes. Este ano, com algumas alterações na dinâmica dos encontros, foi assim possível incentivar a leitura nos públicos mais novos.

Apesar da edição deste ano ter terminado, é ainda possível visitar as exposições inauguradas este ano.
No Diana Bar, «De Caras com a Escrita», de Rui Sousa, mostra fotografias de convidados das anteriores sessões do Correntes D'Escritas. É possível ver esta exposição até ao final do mês de Fevereiro.
«Circunstâncias», de Rui Anahory, é uma exposição constituída por escultura, pintura e fotografia e pode ser visitada até dia 28 de Abril, no Museu Municipal.
Por último, «Imago Libri» é a exposição de fotografia de Simon Doru Cristea, que pode ser visitada até ao final do presente mês de Fevereiro, na Biblioteca Municipal.
A edição deste ano terminou com dois debates em Lisboa, no Instituto Cervantes e na Casa da América Latina, que decorreram esta semana.

Espera-se agora pelo regulamento dos Prémios Literários da próxima edição, que deverão ser anunciados em breve, e pelas respectivas novidades que o público poderá encontrar na Póvoa de Varzim em 2010.

À atenção dos livreiros

A Booktailors vai passar a comercializar, a partir do dia 5 de Março, a obra «A Edição de Livros e a Gestão Estratégica», de José Afonso Furtado.


Trata-se de uma obra destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro.



Dados técnicos:
- Formato 150 x 215 mm
- 328 páginas
- Impresso em papel munken lynx 100 g
- Obra cosida
- Capa com badanas, impressa a cores directas metalizadas
- Preço de editor: 18,88€ (IVA incluído).




Se estiver interessado em comercializar este livro na sua livraria, por favor contacte-nos através do e-mail: encomendas@booktailors.com


Ler mais sobre a obra aqui.

Livro de Luis Pardo Lazo

«O escritor cubano Orlando Luis Pardo Lazo, que não é bem aceite nos meios oficiais cubanos, apresentou hoje o livro “Boring Home” na rua, depois de não ter sido admitido na Feira do Livro que se celebra em Havana até o próximo dia 22 de Fevereiro. A iniciativa começou a organizar-se no blogue de Yoani Sánchez, “Generacíon Y”, e depois espalhou-se para outros “bloggers” do país e pessoas interessadas pelos assuntos da cultura.»

Ler no Público.

Lançamento do Flip 7

O ministro da Cultura Pinto Ribeiro esteve presente no lançamento do Flip 7, o primeiro pacote de ferramentas linguísticas para aplicação em Microsoft Windows, que contempla as alterações previstas pelo Acordo Ortográfico.

O produto é da Priberam e está preparado para funcionar respeitando ou não as novas normas, visto que o acordo ainda não entrou em vigor.

Ler mais aqui.

Twitter da Booktailors com mais de 300 seguidores

A página do Twitter da Booktailors conta agora com mais de 300 seguidores. A este número, muito se deve a cobertura de alguns eventos dedicados ao sector do livro, como as Correntes D'Escritas.

Acordo Ortográfico para o primeiro semestre de 2009

«O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou hoje que o novo acordo ortográfico deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2009, mas tudo depende de negociações com os outros países da CPLP.»

Ler artigo no Público.

Google com o seu leitor de e-books

A empresa Google anunciou que irá lançar o seu próprio leitor, fazendo assim concorrência ao Kindle e ao leitor da Sony.
O propósito deste aparelho móvel será facilitar o acesso aos produtos disponibilizados no serviço Google Book Search.

Ler aqui.

Hoje, no Correntes D'Escritas em Lisboa

18h30
12.ª MESA: Apenas à literatura é dada esperança

Antonio Sarabia
Héctor Abad Faciolince
João Paulo Cuenca
Oscar Málaga Gallegos
Maria Armandina Maia – moderadora
CASA DA AMÉRICA LATINA

Termina assim a programa paralelo do Correntes D'Escritas, com o objectivo de levar um pouco deste evento a quem não teve oportunidade de dirigir-se à Póvoa de Varzim.

Mais informações aqui.

Opinião: 2009: Año de cambios?, por J.M. Barandiáran

2009: AÑO DE CAMBIOS,
por J.M. Barandiáran (*)

Me invitan los amigos de Booktailors a escribir de manera periódica a lo largo de este año en su blog, fórmula interesante de ampliar el punto de vista al ofrecer otros, situado en el caso del mío a unos quilómetros de distancia, pero cercano al mismo tiempo.

Por estos lares del otro lado de la raya algunos medios de comunicación han estrenado el año, en lo que se refiere al sector del libro, anunciando en unos casos ‘fenómenos mutacionales’
y en otros, quizás, como fruto de esa mutación, afirmando que va a ser el año del libro electrónico.

No tengo yo tan claro que un período que, por lo menos en España, parece que, en su primera parte, va a venir marcado por la crisis sea el momento más adecuado para hacer mudanza.

El cambio, en este sector que parece que nunca muta, es constante y silencioso. Entre otras cosas, es así motivado ya por el pequeño tamaño de sus empresas, que hacen del mismo un pequeño hervidero donde hay de manera continua gente y proyectos entrando y saliendo, ya por el propio dinamismo de la creación, que es capaz de vencer las propias inercias de la industria.

En ese ir y venir, y por debajo de las que parecen grandes tendencias, se van asentando proyectos que quizás han tenido la inteligencia de situarse fuera de las grandes olas que se apuntan como novedosas.

En cualquier caso la mejor forma de enfrentar las crisis en este sector es la de la humildad de la mediación. Al fin y al cabo, exceptuando al creador y al lector, todos los demás somos mutables o prescindibles y de quien no lo verbalice así desconfiemos, nos lo diga en papel o en digital.

Probablemente, también sea cierto que estemos en un cambio de paradigma
lo que habrá que ver es si no habrá que esperar a una nueva generación ya formada en mediaciones distintas, más lectora que nosotros, hipermediada y fragmentada para que el mismo acabe teniendo lugar.

(*) José María Barandiarán Galdós; Licenciado en Pedagogía; Consultor en el sector del libro y propietario de Opinión con Valor S.L. (http://opinionconvalor.nireblog.com ), codirector de la Revista Trama y Texturas (http://www.revistatexturas.com ), miembro del Consejo Asesor del Instituto de Estudios de Ocio de la Universidad de Deusto (http://www.ocio.deusto.es ) y colaborador de la editorial Alberdania (http://www.alberdania.net )
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Lançamento Booktailors: A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, de José Afonso Furtado

É com uma enorme satisfação que a Booktailors anuncia que lançará, no final deste mês, a obra "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica", de José Afonso Furtado.

Esta obra inaugura assim a colecção delineada e apresentada desde o início da Booktailors, que pretende construir uma biblioteca fundamental para todos os profissionais, investigadores e interessados no sector da edição e do livro.

[Sinopse]
Os conceitos de «edição de livros» e de «gestão estratégica» eram, até há não muitos anos, senão incompatíveis, pelo menos, dificilmente relacionáveis. Desde a década de 1980 que obras e trabalhos desenvolvidos por alguns investigadores de renome têm vindo a contribuir para a análise dos novos paradigmas com que o sector editorial se confronta.

Com o advento de novos formatos, e face a uma redefinição total do sector livreiro e do mercado em que este se insere, os editores vêem-se confrontados com a imperiosa necessidade de repensar estratégias. Profusamente ilustrado com gráficos e diagramas, esta obra de José Afonso Furtado aprofunda as grandes transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer e contribui para repensar a forma como se tem vindo a produzir e a comercializar livros nestes primeiros anos do século xxi.

[biografia]
José Afonso Furtado é licenciado em Filosofia. Desenvolveu a sua actividade profissional em organismos governamentais na área da Cultura, tendo exercido, entre 1987 e 1991, o cargo de Presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura. Foi membro do Conselho Superior de Bibliotecas desde 1998 até à sua extinção, em 2007. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura.
Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992, é também docente do curso de Pós-Graduação em Edição - Livros e Novos Suportes Digitais, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Autor de vários artigos e separatas, publicou as obras O Que é o Livro (Difusão Cultural, Lisboa, 1995), Os Livros e as Leituras: Novas Ecologias da Informação (Livros e Leituras, Lisboa, 2000) e O Papel e o Pixel: Do Impresso ao Digital - Continuidades e transformações (Ariadne Editora, Lisboa, 2007).

Esta obra conta com a parceria da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas e do Ministério da Cultura.

[indice de obra]
- Índice de figuras (quadros e diagramas)
- Nota dos editores
- Introdução

1. Da emergência da gestão ao planeamento estratégico

2. A gestão estratégica e o conceito de vantagem competitiva
2.1. O contributo de Michael Porter: as estratégias genéricas e o conceito de «cadeia de valor»
2.1.1. A atractividade da indústria e o modelo das «cinco forças»
2.1.2. As estratégias genéricas
2.1.3. O conceito de cadeia de valor
2.2. A contestação às teorias do posicionamento: a emergência das estratégias de movimento
2.2.1. A teoria dos recursos
2.2.2. As capacidades dinâmicas
2.3. O regresso de Michael Porter

3. A vantagem competitiva e o sector da edição de livros
3. 1. As primeiras abordagens: Paola Dubini e Publishing in the 21st Century Research Series
3.2. Novos desenvolvimentos de Mark Bide
3.3. A perspectiva de Martyn Daniels

4. Alterações ambientais: uma mudança de paradigma?
4.1. O pós-fordismo em Enzo Rullani
4.2. A economia da informação em Carl Shapiro e Hal Varian
4.3. Philip Evans e Thomas Wurster: o trade-off richness/reach
4.4. O modelo push/pull, de John Seely Brown e John Hagel

5. Transformações no sector da edição de livros

6. A vantagem competitiva e a nova realidade dos sistemas de criação de valor
6.1. O sistema de criação de valor e a rede de valor em Cinzia Parolini
6.2. O sistema de criação de valor e a rede de valor no sector da edição de livros: Cinzia Parolini e Paola Dubini

- Índice onomástico
- Referências bibliográficas


[Comunicação Social]

A todos os elementos da Comunicação Social ou bloggers que desejem receber esta obra para recensão, pedimos o favor que nos enviem um e-mail para o endereço do blog, a solicitar o envio. A obra será enviada sem custos.


[pré-encomendas]
Pré-encomendas a partir do email encomendas@booktailors.com

A obra apenas será enviada a partir do dia 5 de Março de 2008. Todas as encomendas efectuadas beneficiarão de um desconto de 10% e oferta de portes de pagamento.
Preço blog: 16,99, com oferta de portes de correio

«Uma obra destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro.»


328 páginas. Formato: 150 x 215 mm. Preço: 17,98 euros + IVA.
Preço blog: 16,99 euros

Deixar os livros no supermercado

Um supermercado, numa pequena terra em Inglaterra, decidiu fazer uma parceria com a biblioteca municipal. A ideia é que as pessoas, em vez de terem que deslocar-se à biblioteca, poderão agora devolver os seus livros à saída do supermercado.

A partir de agora, uma lista de compras será composta por:
- leite
- pão
- devolver o Código de Da Vinci

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James Joyce por David Kelly

Deu-se o aniversário do famoso autor irlandês, no passado dia 2 do presente mês.

David Kelly, do New York Times, aproveitou esta marca para falar de de algumas das obras de James Joyce. Duas delas celebram o seu aniversário de publicação, este ano.

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Google – Inimigo Público Nº1?

«Em 2002, o Google começou a beber o milkshake do mundo dos livros. Na época, segundo a história oficial do gigante de buscas na web, ele começou um "projeto secreto de livros". Hoje, o projeto é conhecido como Pesquisa de Livros do Google e, com o suporte de um acordo jurídico, promete transformar a forma pela qual a informação é coletada: quem controla a maioria dos livros; quem tem acesso a esses livros; como o acesso será vendido e alcançado. Em outras palavras, haverá sangue.»

Ler artigo no site Terra.
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A web 2.0 como forma de unir pessoas

«Redes sociais na Internet seduzem cada vez mais os adultos.»

Ler artigo de Patrícia Jesus no Diário de Notícias.
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O e-book, por John Syracuse

Neste extenso artigo, John Syracuse – um homem que lida com este assunto desde a sua génese – aborda todo o tema que é o e-book, desde o seu início até ao presente, passando pelos defeitos que todos lhe apontam e as características duma tecnologia que continua a evoluir, mas ainda não vingou no mercado.

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