sábado, 1 de dezembro de 2007

O que muda - alguns exemplos

Em Portugal e nos outros países lusófonos (sem o Brasil)
- Eliminam-se as consoantes mudas - palavras como "acção" (passa a "ação"), "óptimo" ("ótimo"), "baptismo" ("batismo") ou "tecto" ("teto").
É estabelecida uma excepção para nomes próprios: por exemplo, alguém chamado "Baptista" continua a escrever o seu nome com o "p".

- Desaparece o acento circunflexo em certas formas verbais como em "leem"

No Brasil
- Desaparece o trema, que o brasileiros usam ainda em palavras como "lingüiça" ou "seqüência" (Portugal eliminou o trema desde 1945)

- Desaparecem os acentos agudos em palavras como "assembléia", "idéia", e os circunflexos em palavras como "enjôo" ou "vôo"

Alterações para todos
- As letras "k", "w" e "y" passam oficialmente a fazer parte do alfabeto da língua portuguesa. Apesar de já serem usadas com uma frequência cada vez maior e de fazerem parte dos dicionários, não eram oficialmente parte do alfabeto português. Isto é particularmente relevante para os países africanos, que as usam muito mais do que os portugueses.

- Mudam as regras relativamente ao uso do hífen, que é eliminado nalguns casos, como aqueles em que o segundo elemento começa com "s" ou "r", caso em que essa letra é dobrada ("contra-regra" passa a "contrarregra" e "anti-semita" a "antissemita"); e introduzido noutros ("microondas" passa a "micro-ondas")

As excepções
- O acordo privilegia a pronúncia em relação à escrita, por isso, algumas palavras continuarão a ser escritas de maneira diferente em Portugal (e restantes países lusófonos) e no Brasil para as manter próximas da forma como são ditas.

Exemplos: "recepção" (no Brasil pronuncia-se o "p") e "receção" (em Portugal não se pronuncia, por isso deixa de se usar); ou "Antônio" (como se diz no Brasil) e "António" (como em Portugal).


Alexandra Prado Coelho, Alguns exemplos de alterações previstas pelo acordo, Público, 25.11.2007, p.4