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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Impala na Feira de Londres

Confessamos que não vimos este stand. Contudo, para repor a justiça, aqui fica a prova que Portugal esteve representado pela Impala.


Agradecemos a Manuel de Freitas o envio da foto.

terça-feira, 28 de abril de 2009

London Book Fair 2009 – Algumas notas em espécie de balanço (Paulo Ferreira)

Aqui ficam algumas notas e impressões do que foi a experiência London Book Fair 2009:

  • Redução da dimensão da Feira, fazendo com que cerca de 20% do segundo pavilhão estivesse por ocupar, apesar das notícias internacionais que apontavam para um aumento de participações. Se tal aconteceu, cada um dos participantes terá optado por espaços mais curtos. O que também poderá ser interpretado como um desinvestimento na feira.
  • Feira cinzenta, com mais do mesmo face à feira de 2008: mesmas editoras usando os mesmos stands, nos mesmos espaços.
  • A Índia, enquanto país convidado, apresentou-se de mãos vazias. Quem esperava Bollywood viu uma espécie de produção «rasca» de série C. Stands padronizados atrás de stands padronizados, com poucas ideias e sem percebermos se alguém levou a sério o convite.
  • O livro no contexto da era digital. Apesar do recente lançamento do Kindle 2, a Amazon decidiu não estar presente. Igual comportamento tiveram outros gigantes, como o Google, assim como os produtores de aparelhos para leitura de eBooks. Excepção feita para a Sony, que, com stand próprio, encheu o pavilhão 2 de encontros e conferências dedicadas ao livro e à leitura digital, tendo disponibilizado para testes o mais recente Sony Reader (o que deu para notar as limitações deste aparelho).
  • Representações oficiais. Muitos países e regiões a marcarem presença na Feira de forma oficial e institucional: Roménia (belíssima surpresa), Espanha, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Catalunha, entre outros. A União Europeia, contrariamente ao ano anterior, optou por não estar presente.
  • Representação portuguesa. Poderá ser apenas uma percepção, mas as editoras portuguesas terão desinvestido na Feira. Vimos poucos portugueses, que quase sempre indicavam que estariam na feira um dia, ou «só mais uma manhã». Pese embora algumas excepções (quase sempre grupos de grande dimensão). A nível oficial, a DGLB marcou presença em dois stands diferentes.
  • Menos pessoas. A Feira recebeu muito menos visitantes que em edições anteriores. Embora a imprensa internacional tenha indicado que, apesar desta realidade, a feira foi boa para o negócio editorial, não deixa de ser verdade que, no último dia (tradicionalmente já mais fraco, bem certo), o espaço estava praticamente vazio.
  • Rumores. O fracasso Byblos chegou a Londres e muitos agentes mostravam-se informados do que se passara. A esta notícia, juntaram-se outras dúvidas e incertezas quanto à vitalidade e viabilidade de alguns projectos portugueses, o que, em situação alguma, será positivo para a projecção do sector editorial português no estrangeiro.
  • Promoção editorial. Um dos principais motivos que me levam às feiras é procurar os materiais que os editores utilizam para promover autores e obras. Também aqui a desilusão foi grande. Mais do mesmo, ou mesmo nada. Os mesmos marcadores, os mesmos mini-livros, canetas, lápis. Uma desilusão pegada que em nada ficou a dever à Concreta ou à Tektonica.
  • Programação paralela. Apesar de bastante diversificada, debateu-se pouco (ainda que fossem muitas as propostas de seminários e conferências), como se estivéssemos todos de acordo sobre os mesmos assuntos. Deu, contudo, para encontrar o anónimo Mike Shatzkin a passear-se pelos corredores e pedir-lhe para tirar uma fotografia. Que ficou desfocada (obrigado, Sérgio!).
  • Espaços específicos. Dentro da programação paralela, um dos espaços mais animados foi o Cook Book Corner, onde, aí sim, os editores de culinária e gastronomia indianos fizeram valer os seus créditos. No último dia de feira, também a Oficina do Livro se fez representar, através de uma animada e bem-disposta demonstração de culinária de Chakall (tal como se verificara na edição anterior da Feira). Nas prateleiras do Cook Book Corner estavam também expostas algumas obras de editora portuguesas.
  • Novidades. Ausência de grandes novidades ou sururu à volta de eventuais lançamentos. Excepção, claro está, para o novo livro de Dan Brown. Mas dados os sucessivos adiamentos, apetece perguntar: será desta?
  • Organização. Continuamente profissional e dedicada, consegue resolver em poucos minutos qualquer situação.
  • Press Centre. Melhor equipado que o de Frankfurt (existem computadores disponíveis, evitando que estes profissionais levem o seu próprio equipamento), escassearam ainda assim grandes notícias.
  • Mais do mesmo. Epígonos e sucedâneos de ‘fórmulas’ e conceitos de livros que “estão a dar”. Novas ideias escassearam, o que pode antever uma Feira de Frankfurt sem grandes expectativas, já que ali, muitas vezes vemos a concretização dos projectos que se anunciam em Londres.
  • Reutilização de conteúdos. Mesmo conteúdo: coloca-se cor às imagens a preto e branco, mudam-se formatos, novo papel. O essencial – o conteúdo – mantém-se o mesmo. Mais um sinal da crise de ideias.
  • Agentes e direitos. Reflexo ou não da crise, certo é que também por entre as principais agências de direitos internacionais deu para notar o esmorecimento da feira de Londres. Reflexo ou não da crise, a outros caberá julgar. Se as principais agências anglo-saxónicas estavam todas presentes, o mesmo não aconteceu, por exemplo, com alguns agentes espanhóis. Nestes casos, caberia ao representante da própria casa editorial apresentar as suas listas a quem o solicitasse. Outras agências optaram por enviar apenas os responsáveis pelos direitos anglo-saxónicos. Até aí, nada de estranhar, visto que o Salon du Livre de Paris, que ocorreu em Março, ser tido como plataforma mais aproximativa para a abordagem ao mercado francófono.
  • Spring Lists. Qualquer editor português com que nos cruzássemos na feira nos diria que as propostas de editoras e agentes se saldaram pela falta de «grandes coelhos na cartola», para citarmos uma das expressões ouvidas. Com efeito, as listas sugeridas pelos agentes denotam uma abordagem pouco personalizada às reais necessidades dos editores (salvam-se algumas honrosas excepções), sugerindo mais do mesmo. Por vezes, quase que tentavam «impingir» determinados títulos. As famosas Spring Lists, que deram à Feira de Londres a aura que ainda hoje transporta, parecem ter ficado na gaveta.
    Uma coisa é certa: se as listagens de Primavera costumam prometer mais do que as de Outono, o que poderemos aguardar da próxima edição da feira de Frankfurt?

(pf)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Todos os locais são bons para fazer negócios

Os espaços para negociar por vezes escasseiam. Mas como a necessidade é a mãe de todas as invenções até o sítio mais esconso pode servir para reunir.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da McGraw Hill

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Balanço final «oficial»

Apesar de alguns prognósticos negativos, segundo a imprensa especializada, o balanço final da Feira do Livro de Londres é bastante positivo. Diga-se, contudo, que a nossa opinião será colocada em post autónomo e contraria de alguma maneira este cenário cor-de-rosa.

Segundo a Bookbrunch, não obstante o menor número de visitantes presentes, existiu um maior foco para o negócio em si, com muitos acordos a serem feitos. Ainda não foram contabilizados os números finais mas, segundo o que lemos aqui e aqui, a direcção da Feira está bastante satisfeita com a edição deste ano. Há mesmo alguns participantes que gostariam que a Feira tivesse durado mais um dia.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Os mitos dos e-texts

«The growth of trade ebook sales has been a hot topic at this year's London Book Fair, but it has also been acknowledged on the show floor that the education and academic markets for e-books are much further developed. In findings that portend even more growth for digital publishing, a packed end-of-the-day panel on Monday (20 April) featuring participants and administrators from Britain’s Joint Information Systems Committee (JISC) discussed the results of a recently concluded "observatory" project in which JISC provided free access for two years to 36 core e-textbooks in science, technology and medicine to all UK university students, in order to study usage patterns.»

Ler no BookBrunch.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da Penguin

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da Diamond Comics Distributors

Nos cartazes podemos ver muitas das obras, entretanto adaptadas ao cinema, bem como o inverso - a passagem de séries de sucesso para comics.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da Cambridge University Press


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da Omnibus Press

Abaixo o stand da Omnibus Press, que se autodenomina a editora líder na publicação de obras ligadas à música.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Hábitos de leitura americanos vs britânicos

Consulte aqui as conclusões tiradas num painel de discussão, na Feira do Livro de Londres.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da Orion Books

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Lifetime Achievement Award in International Publishing

Umberto Eco viajou de propósito para entregar o prémio à amiga, Drenka Willen, na Feira do Livro de Londres. Vencedora por unanimidade, Willen ajudou na edição do livro de Umberto Eco, O Nome da Rosa, começando aí a amizade. Segundo o autor, Willen «a great publisher because she is a great editor».

Ler aqui o discurso de aceitação de Drenka Willen.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Presidente da Câmara de Londres na Feira

Boris Johnson marcou presença na manhã de ontem na Feira do Livro de Londres. Elogiando as editoras e livrarias britânicas, Johnson abordou ainda a evolução natural do mercado do livro: «I don’t think Google is going to destroy publishing, I don’t think it will stop people reading books.».

Ler no site da Bookseller.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Menos pessoas, mas mais focada

Um maior realismo, menos «hype» e menos, mas encontos mais construtivos. Segundo a Bookseller, reforçamos: segundo a Bookseller, este é o consenso geral a que chega quem passou pela Feira do Livro de Londres deste ano. Embora não tenha tido tantas pessoas como noutros anos, as editoras presentes mostraram-se bastante satisfeitas com o realizado nestes dias.

Ler aqui algumas das opiniões.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O stand da Ingram

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Metade das editoras não estão ainda preparadas para passar para digital

De acordo com um estudo feito na Feira do Livro de Londres, apenas metade das editoras têm um plano para vender os seus livros em formato digital.

Rodney Elder, da IBS Bookmaster, disse que «People are not sure how to take their digital product to market.». Já Mark Smith, da Quercus, afirmou que «Everyone is realising that it's essential to get into the digital space—I don't think we completely understand how it will all play out in future».

Ler aqui.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Feira no Dubai, para rivalizar com Bolonha

A fundação Mohammed bin Rashid Al Maktoum, com stand próprio na Feira do Livro de Londres, planeia organizar uma Feira do Livro Infantil no Dubai no próximo ano, seguindo os moldes da que se realiza em Bolonha.

Ler aqui.

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: Publicações Europa-América publicarão este ano o último livro de Tolkien

Francisco Lyon de Castro, presente na Feira, confirmou ao Blogtailors que A Lenda de Sigrud e Gudrun, terminado pelo filho de Tolkien, será publicado no final deste ano (Outubro/Novembro), pelas Publicações Europa-América, estando já a obra em processo de tradução.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Diário da Feira do Livro de Londres 2009: O cansaço da feira e a zona de chill out

Consciente do cansaço que uma feira deste tipo provoca, a empresa coolcamping instalou-se de armas e bagagens na London Book Fair, proporcionando a todos quantos o desejem massagens de dez minutos.