Terça-feira, 13 de Maio de 2008

LeYa assina contrato-promessa de aquisição de grupo Oficina do Livro

Deixamos aqui o comunicado da LeYa:

«A Leya e a Explorer Investments assinaram ontem o contrato-promessa de aquisição do Grupo Oficina do Livro, que integra as editoras Oficina do Livro, Casa das Letras, Teorema, Estrela Polar e Sebenta. ´

Com o objectivo de consolidar a Leya no mercado editorial nacional, reforçando a sua liderança em termos de volume de negócios, esta operação vai ao encontro da estratégia de criar um grupo com dimensão internacional no campo da Língua Portuguesa, garantindo que o pilar português da Leya apresente uma dimensão que lhe permita encontrar o necessário equilíbrio com o que se pretende que venha a ser o pilar brasileiro, a desenvolver.

Por outro lado, esta aquisição justifica-se pelo facto de o Grupo Oficina do Livro ser uma empresa muito rentável e com uma agressiva dinâmica editorial, de marketing e comercial. O Grupo Oficina do Livro é, ainda, uma empresa que dispõe de excelentes recursos humanos e de uma forte organização e posicionamento de mercado. Acresce, também, que ambas as empresas comungam de uma aposta estratégica de promoção dos autores de língua portuguesa.

A Leya manterá a identidade e independência editorial das editoras que integram o Grupo Oficina do Livro, à semelhança do que aconteceu com as restantes editoras do grupo Leya. A Direcção-geral do Grupo Oficina do Livro continuará a ser da responsabilidade de António Lobato de Faria, que tem vindo a desempenhar um trabalho notável no desenvolvimento daquelas editoras.

A Explorer Investments congratula-se com esta operação, que vem culminar todo o trabalho desenvolvido para transformar o Grupo Oficina do Livro no conjunto de editoras sólidas e de referência nacional que hoje representa e que contribuiu de forma decisiva para a sua valorização.»

5 comentários:

Anónimo disse...

É para ver como o mercado do livro é mesmo uma coisa à margem... Em qq outro sector a fusão dos dois maiores grupos teria de ser analisada pela autoridade da concorrência.

Editor Anónimo

Anónimo disse...

E muito provavelmente foi analisado pela autoridade da concorrência, não fosse o João Amaral, director do grupo, uma elemento da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Eles pedem estes pareceres antes de concretizarem as compras. E muito provavelmente não havia nenhum obstáculo legal. Prova que o mercado editorial português é bastante atomizado.

Anónimo disse...

E este problema não é tanto uma questão da Autoridade da Concorrência. É mais uma questão da Inspecção do Trabalho que não está a fiscalizar as situações gritantes de desrespeito das leis do trabalho que neste momento se estão a acontecer nas editoras do grupo LeYa.

Anónimo disse...

Bem, no que toca à autoridade da concorrência acho engraçado o seu comentário porque eu apenas queria mencionar a questão da diferença do mercado do livro para os outros. Aliás quando a Leya começou a ir às compras a Autoridade da Concorrência pronunciou-se quanto à questão do livro escolar.
Mas a questão essencial é mesmo se afinal não se criou, efectivamente um monopólio?
Mas pronto era um mero desabafo.
Quanto aos direitos laborais aí é outra coisa. É uma questão à parte e que deveria vir a lume. Porque é que os lesados não dão uma entrevista a um jornal? Ou será que esperam que uma posição pacata à espera de justiça - semelhante à da UEP na questão Feira do Livro - os leve a algum lado?

Anónimo disse...

Deixo aqui uma sugestão: porque é que as pequenas e médias editoras nacionais, que ainda não foram compradas e prezam a sua independência e a sua função/dever cultural, para além dos seus legítimos interesses financeiros, não põem de parte as suas diferenças e se unem e constituem numa associação de editores livres para melhor se poderem defender das consequências funestas que esta concentração pode provocar?
Se até agora nunca tiveram grandes motivos para seunirem, este motivo não será agora suficiente?