Falemos da nova ponte sobre o Tejo ou do novo aeroporto da região de Lisboa, o melhor é esperar até depois da decisão, pois surge sempre um estudo que contraria a opção tomada.
Neste caso, é o acordo ortográfico, e todos perguntamos: porque não surgiu antes da sua aprovação?
Passemos isso ao lado e vejamos os exemplos apresentados no estudo:
Para que compreendam bem a questão, observem que o que está a vermelho é aquilo que poderia ser harmonizado, mas que o acordo nada faz (diferenças não ortográficas), enquanto o que está a outras cores será alterado.
Ou seja, não se apoquentem, vai ficar tudo igual...


10 comentários:
Só quem pensa que a tradução é uma actividade automática com uma intervenção mínima do tradutor é que pode levar isto minimamente a sério.
A tradução é uma recriação literária de uma obra numa língua diferente. Pegue-se em duas traduções de dois tradutores diferentes e irão encontrar-se inevitavelmente diferenças significativas, seja qual for a sua nacionalidade.
Este "estudo" é duma irrelevância total.
Ou seja, não se apoquentem, vai ficar tudo igual
antes assim, já que não vai ficar
Se o objectivo principal do acordo é unificar a ortografia, este estudo é de grande utilizade pois demonstra que o acordo não cumpre o seu objectivo, sendo por isso inútil e desnecessário.
Ao Jorge:
Sim, a tradução não é uma actividade automática com uma intervenção mínima do tradutor.
Mas aqui a questão não é se a tradução é automática ou não. Pegou-se na tradução como ponto de partida. Mas tanto o conteúdo como o objectivo são outros.
O conteúdo é a ortografia (do dicionário: ortografia é a forma correcta de escrever as palavras) e essa não varia de tradutor para atradutor, se variar, algo vai mal.
O tradutor pode escolher usar uma palavra ao invés de outra, mas não pode descontruir e contruir as palvavras a seu "bel prazer", tem de seguir as formas adoptadas(que se encontram nos dicionários).
Exemplo: se a forma adoptada é "baptismo", não está na liberdade criativa do tradutor escrever "batismo".
O estudo parte da tradução para mostrar o óbvio, que existem diferenças significativas nas ortografias utilizadas em Portugal e no Brasil e que o acordo mais não servirá do que para eliminar uma ou outra diferença.
Este acordo serve para vender dicionarios.
Só assim se justifica já existirem dicionarios por todo o lado do novo acordo.
Quando este não está a ser usado, nem se sabe se vai ser usado.
O fato é que vamos passar todos a ir aos batismos vestidos de fato, uma ação que não deixa de ser ótima.
Não, Katia, aquela mancha vermelha na imagem não tem nada a ver com ortografia, motivo mais que suficiente para tornar este "estudo" irrelevante para a discussão sobre um acordo que é ortográfico. Aquilo são diferenças nas palavras que um e outro tradutor escolheu para verter para português o texto inglês, não na forma de escrever essas palavras.
A ortografia, na esmagadora maioria das palavras, é igual no português internacional e no brasileiro, e o acordo nunca prometeu unificá-la totalmente (são só 80 e tal por cento de diferenças eliminadas e isso é claro e assumido desde o início), mas apenas aproximá-la. Tudo o que se diga em contrário é falso e desonesto.
Andei eu a aprender Português com tanto sacrifício... Que me lembre é o segundo acordo em pouco tempo. Fiquem as coisas iguais ou não, não percebo essa das grafias facultativas e a homogeneização à brasileira (e bem me podem vir com teorias de mercado que para mim trata-se sempre da sujeição da pátria da língua ao "parvenu" linguístico, pois... é politicamente incorrecto mas paciência). Olhem o British English adaptar-se ao Yankee Talk! That'd be the day!
Not convinced about an imposed (or superimposed) linguistic agreement. Why on Earth do we need one in the first place? E onde está a simplificação de "ideia" passar a "idéia" só se for para os alunos (esses eternos simplificadores) se esquecerem de mais este acento!
Como é que o estudo consegue ser (muio) mais absurdo do que o acordo?
Se for este o nível dos argumentos, estamos bem lixados.
É uma questão interessante a que se põe, a vários níveis. O ortográfico incide na escrita (correcta) das palavras e só pode incidir aí. Embora correlacionado com os níveis sintáctico (organização das palavras na frase) e com o lexical (escolha dos vocábulos, a ortografia não determina nenhum destes aspectos.
A harmonia -desejável- não seria, afinal, uma cristalização da Língua Portuguesa? E que harmonia quando em edições portuguesas de uma mesma obra encontramos diferentes versões?
de facto, este estudo não mostra nada além de percebermos que os tradutores escolheram sinónimos diferentes para traduzir o mesmo original...
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