sábado, 17 de maio de 2008

O sucesso editorial da Guimarães Editores (por Paulo Teixeira Pinto)

«Ler: Se o objectivo essencial da nova Guimarães não é exclusivamente financeiro, qual é a fronteira entre o sucesso do projecto e o falhanço?
A indiferença. O projecto da Guimarães pode considerar-se falhado se as pessoas ficarem indiferentes, independentemente dos números. Há duas formas de falhar. Uma delas tem a ver com a situação do ponto de vista económico, face ao esforço de investimento que está a ser feito e que vai ser feito, se não houver um retorno mínimo que assegure a sustentabilidade do projecto. Eu só quero assegurar a auto-sustentabilidade da Guimarães e parece-me que não é bom princípio a editora depender da boa-vontade ou da capacidade do accionista. A outra forma de falhar tem a ver com a indiferença. A indiferença é fatal.
(...)
Se eu tivesse de publicar um título que fosse um best-seller em todas as estações de serviço, eu consideraria que tinha falhado. Falhar seria não criar valor acrescentado para a cultura portuguesa. Somos uma casa de cultura. Falharíamos se não conseguíssemos trazer valor acrescentado para a cultura portuguesa, mesmo se fosse um sucesso do ponto de vista económico. »

Ler, nº69, Maio 2008, p.47. Entrevista conduzida por Francisco José Viegas.
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